Wednesday, October 26, 2005

WELCOME TO THE JUNGLE (OU EU ERA FELIZ E NÃO SABIA)

Antes de começar o post, faz-se mister deixar claro que não tenho a intenção de voltar a postar regularmente. É uma vontade momentânea, motivada pela minha atual rotina, que me impossibilita de ficar muito tempo em chats/telefones/Google Talks/Orkuts da vida. Logo, são raras as oportunidades de falar sobre a vida e filosofar em botequins. Como um blog nada mais é do que uma desculpa pra falar da própria vida, resolvi levantar a bandeira branca e aparecer por aqui. Mas não garanto nada... nem que vou terminar esse post.Dito (ou escrito) isso, vamos às novas...

Até duas semanas atrás, eu vivia a feliz rotina de garoto Zona Sul. Acordava ás 05:30 no meu apartamento, um espaço indefinido entre Glória e Catete, pegava U-571 e ia pra Gávea, local de queimar neurônios e ganhar o pão. Queimava pela manhã (os neurônios, por Deus), e à tarde/noite ganhava meu pãozinho suado. Tudo muito bom, tudo muito bem. Chegava em casa geralmente às 20 horas, a tempo de torcer pro Boi Bandido enrabar a Sol.

Eis que alcei vôos mais altos. “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, já diria Uncle Ben (Parker, não o tiozinho do arroz). Atualmente continuo acordando no mesmo horário, mas a hora de chegar em casa, quanta diferença. Algo em torno de 23 horas. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário. Estou ganhando um pouquinho mais e trabalhando num lugar maneiro.

O que mudou? Como diria Win Butler os meninos do Fliperama de fogo, “the neighbors can dance in the police disco lights”. O que mudou foi a vizinhança. Hoje mesmo estava eu tranqüilamente subindo a rua do meu trabalho, feliz e contente com minha camisa laranja avermelhada, quando sou abordado por um grupo de simpáticos vizinhos a bordo de um simpático ônibus: “Ae, tira essa camisa, porra!”. Como já estava chegando na porta do prédio, bastou eu apertar os passos e ficar em suposta segurança.

Pra quem não mora na paradisíaca capital fluminense, eu explico. Cá na província, os nativos estão a brigar. O prédio onde trabalho tem uma ótima vista. Você olha pra direita e vê um belo conjunto habitacional, localizado no alto de um morro (vejam só as modas da capital! morar em morros!). Você olha pra esquerda e... ahá! outro morro, com outros simpáticos moradores. A rua do meu trabalho fica entre os dois morros.

Acontece que, como disse acima, lado A não se dá com lado B. E eles lavam a roupa suja ali mesmo. A qualquer hora do dia, você pode ser surpreendido com uma sinfonia de bilhetinhos metálicos voando de um morro para o outro. E nós, como convidados indesejados da festa, ficamos ali no meio, à espera de alguma guloseima alada. Os vidros são blindados, mas não blindam o som. Chega a ser até interessante a hora do cafezinho:

- !POW! Então, vai sair hoje? !TATATATATA!

- Sei lá... !BUM!... tô meio !RATATTATATTATTA!

- O que? !PÁ!

- Ah, disse que tô meio morto hoje...

- Ah, beleza !PA PA PA!

Alguns já encaram a sinfonia como algo tão natural quanto um barulho de descarga, ou os ruídos do restaurante, dois andares acima. Eu ainda me assusto.

O fato é que rodei, rodei, e não fui ao assunto principal. Uma vizinhança usa roupas vermelhas. A outra não. Em dia de guerra, recomenda-se usar roupas neutras. Eu, desavisado, coloquei uma camisa laranja, crente que estava arrasando. E realmente, arrasei tanto que podia ter sido vítima de tiro ao alvo sem saber.

Ah sim, pra completar: a rua onde eu trabalho é conhecida gentilmente pelo nome “Faixa de Gaza 1”. O que me surpreende não é nem o nome, mas o “1” no final. É saber que, além da minha rua, existem outras...

Mas tudo bem, I simply remember my favourite things, and then I don’t feel so bad. Fiquei sabendo que vamos nos mudar para outro bairro... em até quatro anos. Viu? São só mais uns mil e tantos dias...

E eu consegui terminar o post.

Tuesday, June 28, 2005

Mudaram as estações... nada mudou...

Frase clichezinha daquela música clichezinha do Legião, mas que ficou foda na voz da Cássia Eller. É, eu amo Cássia Eller, mas não é sobre ela que eu venho falar agora...

Nesses quatro anos e meio de vida blogueira, já vi e vivi muita coisa. Participei dos primeiros encontros, lá no Puebla, e conheci pessoas como Fred Leal, Dasher, Fra, Cris... enfim, várias pessoas cujos nomes não me lembrarei agora, mas que estavam lá, nos primórdios da vida blogueira. Meu blog nunca foi um poço de sabedoria, nem tinha essa intenção. No início era um espaço pra eu desabafar os problemas da vida. É, eu acreditava que isso dava certo... pois é, eu sei que é idiota, mas fazer o que? Você nunca fez merda na vida?

Hoje em dia eu prefiro adotar o método Seinfeld de blogar... escrever sobre o nada. Aliás, que fique registrado aqui que eu acho Seinfeld um porre. Ah sim, a culpa não é só dele: o estilo de humor norte-americano em geral não me agrada. Os "comediantes em pé", Saturday Night Live, Jim Carrey, Jerry Lewis, Todo Mundo em Pânico, Ashton Kutcher, Jack Black... não, naaada disso me faz rir. Aliás, eu fico me sentindo um tremendo idiota assistindo ao SNL. Eu imagino que deve ser a mesma reação que um panamenho tenha ao ver o "Casseta e Planeta" zoando as novelas da Globo, a nossa política e culturas. A maioria das piadas não dá pra entender, e as poucas inteligíveis são ruins.

O fato é que, voltando ao assunto dos blogs, eu já devo ter feito parte de uns cinco blogs coletivos. Todos com ótimas idéias, mas cem por cento deles naufragou na primeira infância. Apenas um, meu xodó, cuja morte eu lamento até hoje, durou mais de um ano. Chamava-se "Do Que As Mulheres Gostam", e era um blog todo feito por homens e para mulheres. Elas perguntavam e nós respondíamos. E nossas identidades eram ocultadas por apelidos como Bruce Wayne (esse que vos fala), Peter Parker, Bruce Banner etc. etc. etc.

Deu pra perceber que eram todos heróis de HQs, né? Me diverti durante um boooom tempo com o blog, e me rendeu boas amizades e otras cositas mas. Era descompromissado, cada um postava quando podia, e o visual, cujo autor eu nem lembro mais, era muito bacana. Pena que, como quase tudo na net, morreu logo.

Fica então minha lembrança e homenagem aos meus falecidos blogs. Que Bill Gates os tenha...

Monday, June 27, 2005

Nave estelar caiiiiiiiiiiiu...

Mas não, eu nunca vi "Caravana da Coragem"...

Um medo meu antigo se concretizou ontem: helicóptero desgovernado se espatifa contra o prédio do Bennett, matando somente os dois tripulantes. Parece papo de velhinha bordadeira, mas é nessas horas que dá vontade de falar: "tá vendo? eu não disse?"

Sempre tive pavor dessas geringonças voadoras aos bandos pelos céus da cidade. Tudo bem, é bonitinho ouvir o barulho da hélice e ficar procurando o bichão lá no alto, mas vai dizer que não rola um medão daquilo cair na sua cabeça?

Sim, eu também brincava de ficar clicando com o mouse no helicóptero do tráfego em SimCity2000, até ele cair. E por isso mesmo passei a ter medo de que algo semelhante acontecesse aqui no Rio. Tá certo, era de noite, não matou ninguém da faculdade (aliás, apesar do reitor ter dito que não tinha ninguém no prédio, é mentira), mas não diminui meu temor. E se tivesse caído no meio da Marquês de Abrantes? Olha a merda que ia dar...

A gente sabe voar há um século. É muito pouco tempo...

Tenho medo sim, e não confio na eficácia das aeronaves, principalmente as brasileiras.

Wednesday, June 22, 2005

Inside The Insider

Alf tinha uma prova na sexta de manhã sobre o filme "O Informante". Tinha assistido no cinema, achado o máximo, mas não se lembrava mais de patavinas. Quinta à noite, 19:30h, faltando poucos minutos para sair do estágio. Eis que chega Arthur, colega de estágio e de matéria de Alf e fala:

- Olha, consegui o filme em vídeo, falei com as chefes e vou ver aqui no estágio. Quer ver também?
- Ah, valeu. Nem precisa. Vou alugar e ver em casa.

Alf acaba saindo mais tarde do que o previsto. Chega às 21:40h na locadora, aquela que tem TUDO, e pede, confiante, "O Informante". Hipótese remota, porém possível: "Ah, tá alugado". Malditos!

21:40... 21:40.. locadora aberta a essa hora por aqui? Não... Blockbuster? Não dá, tô devendo uma grana lá... O que fazer o que fazer o que fazer??? 21:45
Lojas Americanas! Esse raio de filme tem que estar na promoção lá!

Corrida até as Lojas Americanas, que fechava às 22h e ficava a uns oito minutos da locadora. Corre pra porta, ufa! Entrei!
Corre pro segundo piso... últimos clientes sendo atendidos... dezenas de estantes CHEIAS de DVDs misturados. Clientes indo embora, luzes ameaçando apagar, funcionário olhando...

- Oi, tem como você ver se tem "O Informante" no catálogo?
- Olha, no catálogo é impossível. Dá uma procurada aí...

Loja fechando, luzes se apagando, desespero batendo. Quer saber, foda-se, vou embora.
Desce escada rolante puto da vida. Olha pro lado, as costas de uma estante de DVDs. "Quem sabe não tem ali?". Olhada rápida e.... SIM! De costas, na última prateleira de baixo, lá estava escondido Mr. Wygand fujão.

Corre pra estante, corre pro caixa, morre na grana... mas consegue o DVD.

Monday, June 20, 2005

Sogra é que nem cerveja... só é boa gelada e em cima da mesa...

Depois dessa pérola máxima da sabedoria popular, trago o assunto "morte" à tona...

O que me faz pensar nisso agora? Bem, certamente o fato do Ristow ter me emprestado as duas primeiras temporadas de "Six Feet Under" ajuda bastante. Eu já faço um post sobre a série. No momento, vamos nos ater à "indesejada das gentes", como diria a capa da revista Eclética desse semestre, que é toda dedicada ao assunto.

Eu confesso que sou uma pessoa que vai adiando os tabus ou problemas até que eles cheguem a um ponto inevitável. A morte é uma dessas coisas. Eu simplesmente não paro pra pensar nela, até que um dia eu perca alguém próximo. Coisa que não acontece há muito tempo, aliás...

No ano passado eu perdi o Sandro, grande pessoa. Jovem, 21 anos, sofreu um bom tempo até morrer de câncer. Foi a primeira vez que perdi alguém de idade próxima à minha, e não foi nada fácil. E olha que eu nem tinha muito contato com ele.

O fato é que eu meio que bloqueei esse tema da minha mente. Aliás, fiz isso com todas as minhas crenças místicas, espirituais ou religiosas. Vindo de uma família kardecista há mais de 70 anos, cresci em meio a fenômenos mediúnicos. Não, nunca vi e nunca ouvi nada, talvez por isso mesmo minha crença tenha ido pro ralo com o passar dos anos. Hoje em dia não acredito em nada. Eu simplesmente vivo. Cheguei à conclusão de que é melhor eu viver a minha vida do jeito que EU acho que deve ser vivida, e pensar que o que temos pra viver é isso aqui e acabou. Pelo menos é um meio fácil de diminuir aquele comodismo típico dos espíritas, de que temos todo o tempo do mundo pra resolver nossos problemas. Aliás, não só deles... enfim, não é esse o mérito da questão.

Minha primeira experiência com a morte foi aos três anos. Meu avô materno, bem doente, morrendo engasgado na sala, e eu assistindo passivamente a tudo. É engraçado que eu sempre tive essa cena fixa na minha mente, mas só fui me tocar de que era a morte do meu avô muuuuitos anos depois.

Aos sete, foi a vez do meu pai. Morte que eu senti muito pouco a curto prazo, já que convivia pouco com ele, e só fiquei sabendo um mês depois. O interessante é que, mais uma vez, eu me lembro direitinho da minha madrinha chegando lá em casa, contando algo pra minha mãe e ela chorando desesperada. Era de manhã, e eu dormia no chão do quarto (nessa época de vacas magras eu dormia no quarto da minha mãe). A porta dava pra cozinha, e eu acordei, vi a cena e voltei a dormir. Somente muitos anos depois me toquei de que aquilo tinha ligação com a morte do meu pai.

Aos treze e aos quatorze, meus avós paternos. Essas mortes eu senti menos ainda, já que eu tinha brigado com meu avô meses antes, e nunca mais voltei na casa dele. Eu senti um pouco de remorso quando soube da morte do meu avô, por não ter visitado mais ele, mas a minha avó eu só soube que tinha morrido três anos depois.

Depois disso, nenhuma morte realmente próxima. O que me dá um pouco de medo, pois eu me sinto despreparado pra lidar com o assunto. E ver a naturalidade com que eles tratam disso em "Six Feet Under" me ajuda, de verdade. No final das contas, depois que a gente morre o que sobra é só um monte de carne que damos um ajeitada pro velório e depois enterramos. Não há mais ninguém ali... se foi pra outro lugar, realmente não sei...

Aliás, esticando um pouco mais o post, ontem eu tava dando uma olhada no profile do Orkut do FerVil. Pra quem não se lembra, ele era um jornalista de 30 anos, carioca, ex-aluno da PUC, que foi assassinado em um assalto há quase um ano. E o profile dele continua lá, intacto, como no dia em que ele morreu. Mas o mais curioso é ver a quantidade de scraps deixados pra ele. Não, praticamente nenhum é dedicado à família. É pra ele mesmo!

Do tipo: "ah, hoje foi um dia ótimo, fomos eu, fulano e beltrano naquele lugar que vc adorava. vc teria curtido tanto!". Como se ele tivesse feito uma longa viagem ou algo do tipo. E sabe que eu achei muito bonito isso? Sabe, se não existir nada depois daqui, ele nunca vai saber da existência desses scraps. E se existe e os espíritos são onipresentes e coisa e tal, ele vai saber de qualquer jeito, já que pode ir na casa da pessoa, ou ler pensamentos, sei lá. Mas o fato é que alguma coisa dele sobrou. Os amigos conversam com ele, mesmo não obtendo resposta. Eu sinceramente achei isso muito bonito.

Bom, como deu pra perceber, é um assunto complexo. Daria mais uns 20000 posts. Em vez de tentar obter a resposta fundamental sobre a morte, que eu espero não ser 42, vou viver um pouco. Aliás, vou é dormir um pouco, o que não deixa de ser uma rápida morte diária. Tchau hoje, até daqui a pouco, amanhã, até daqui a um tempo, morte...

Wednesday, June 08, 2005

Rebatendo...

Apenas voltando rapidamente ao post sobre a Geração 00...

" Fiquei com curiosidade de saber se os jovens dos anos 60, que tinham causas e ídolos e ideais, cultuavam a década de 40."

Na verdade eu não sei se na década de 1960 os jovens cultuavam os 40s. Mas nos anos 70 houve sim um revival dos 50 e por aí vai, sempre voltando 20 anos no tempo.

"Porque se não, é um sinal claro de que nossa geração (e as próximas) cultuam décadas anteriores justamente pela falta de ídolos/ideais/causas."

Não foi à toa que eu citei "Como Nossos Pais" no meu post :-)

"Enfim. Eu sou uma dessas que vibra com as músicas dos anos 80. Não como um "culto à década perdida" porque nunca pensei assim. E sim porque as músicas são tão cafonas e ruins que me fazem rir. E rir é o meu propósito."

Eu não sou conta a diversão. O que eu critico é esse culto exagerado dos anos 80, como se tudo naquela época fosse perfeito e maravilhoso. E, pior ainda, a falta de foco nos dias de hoje. Será que tá tudo tão ruim assim hoje em dia pra gente precisar ficar relembrando o passado?

"Acho que você tirou conclusões meio trágicas.

Os anos 00 vão ser vistos como algo fantástico daqui a 10, 20 anos. Por outro lado, é algo fantástico totalmente diferente do que foram os 60, 70, e 80."

Pois é. Em vez de cultuarem Gretchen, Magal e Xuxa, vão cultuar Kelly Key, Latino e Pokémon. É lógico que tem coisas boas em todas as décadas. Aliás, eu acho que hoje em dia tem coisas muito melhores que nos anos 80, em vários sentidos.

God bless you, please, Mrs. Robinson...

E Anne Bancroft morreu...

Talvez a maioria das pessoas não a conheça, mas ela era uma grande atriz. Mais famosa por seu papel em "A Primeira Noite de um Homem", fazendo uma quarentona casada que seduzia o namorado da filha, vivido por Dustin Hoffman. Isso em plena década de 1960, quando os jovens faziam a revolução sexual. Mas eu a conheci mesmo através dos filmes de Mel Brooks, por acaso, seu marido.

Assisti a "To be or not to be" e me apaixonei por ela. Não que ela fosse belíssima, nem era realmente bonita. Mas tinha um charme e uma simpatia que, pelo menos na telona, pareciam verdadeiros. Era o tipo de pessoa que eu adoraria ter como companheira em uma tarde de conversa em algum café da vida...

Fiquei triste pela morte dela. Não sei nem dizer o porquê, já que nem era tão fanático por seu trabalho, apenas admirava bastante. Mas talvez por ver que o mundo perdeu alguém que parecia acrescentar alguma coisa.

Saturday, June 04, 2005

Cadê você, Geração 00?

Estou terminando uma produção sobre os anos 80, que discute muito a cultura e os jovens da época. Geração perdida? Não, segundo eles. Só que não havia mais a necessidade de se lutar como nas gerações anteriores. A ditadura estava acabando, as Diretas Já chegaram, Guerra Fria no fim, então só o que restava era brigar para manter os direitos que já estavam sendo conquistados.
A liberdade sexual atingiu seu ápice e declínio na mesma década, que começou com "eu sou Free, eu sou Free demais", e terminou com "the show must go on". A Aids acabou com a brincadeira do sexo livre e sem compromisso. De certa forma os oitentinhas eram perdidos sim. Não havia tanto pelo que lutar, mas eles precisavam se expressar de alguma forma. Daí a expressão cultural dos rebeldes sem causa, aquela coisa brega e espalhafatosa, colorida, mas sem nenhum conteúdo contestador. Era a rebeldia pura e simples...
Aí eu olho pra minha geração, a "00". O número não poderia ser melhor... é zero zero mesmo... à esquerda. Quem são nossos ícones? Qual é a nossa meta de vida? Pelo que lutamos? A resposta não é 42, mas provavelmente levaria 7,5 milhões de anos pra ser processada. Nós cultuamos a dita... "geração perdida!" Como assim? Por que raios a gente idolatra aquele jeito de ser que não condiz com a nossa época?
Por que a gente sai pra noite pra se acabar ao som de He-Man e Trem da Alegria? Por que a gente insiste em prolongar nossa infância ad infinitum, em vez de procurarmos novos ícones? Aliás, onde estão os nossos ícones?
Quando eu era pequeno, cresci ouvindo que eu fazia parte da geração 2000, a geração que vai mudar o mundo. Como diria a nossa mentora-mor "nós somos o amanhã, num disco voador, invadindo a Terra na tela do computador". Aliás, essa é talvez a única revolução que ainda fazemos. Dispomos de total liberdade de expressão nesse meio aqui... nunca se falou tanto e tão livremente como hoje em dia. Mas ainda não é o suficiente. Será que não existem motivos para lutar? Eu poderia passar o dia inteiro aqui enumerando alguns...
Adaptando aquela velha música... "ainda somos os mesmos e vivemos COM os nossos pais...". Ô geraçãozinha perdida.
Sabe o que é pior? É que cada geração leva cerca de 20 anos pra ser idolatrada. Daí adorarmos tantos os 80s agora, e nos anos 80, eles cultuarem os 60s. Aí vem a trágica notícia: década que vem, vão cultuar os 90s, a década da nulidade total. Que Deus nos proteja!

Pare de postar as pílulas...

* Já já mudo esse template horroroso;

* Título do blog? Sunset Blvd. ;-)

* Endereço do blog? Um dia eu falo mais sobre a Fada Madrópi;

* Ouvindo Ovelha Negra, cantada por Rita Lee no Acústico. Ops, mudou... agora é I'm All Shook Up, com Mr. Elvis;

* Adorei essas frescuradas novas do Blogger. No meu tempo não tinha essas coisas;

*42.